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O Boom do Turismo no Brasil, em Números: O Que 9,3 Milhões de Visitantes Significam para Seus Clientes

Viajante caminhando por um terminal de aeroporto brasileiro ao pôr do sol, simbolizando o crescimento recorde em chegadas internacionais de turistas ao Brasil

O Brasil encerrou 2025 com 9,3 milhões de visitantes internacionais, um aumento de 37% em relação a 2024 e o melhor ano da história do país (Ministério do Turismo do Brasil / Embratur, janeiro de 2026). O ritmo se manteve em 2026: o primeiro semestre do ano registrou 5.261.733 chegadas internacionais, o segundo melhor primeiro semestre da história do país, com chegadas aéreas em alta de 13,3% em relação ao ano anterior (CNN Brasil, citando dados da Embratur/Ministério do Turismo/Polícia Federal, julho de 2026). A liderança da Embratur agora espera encerrar 2026 acima de 10 milhões de visitantes pela primeira vez, com projeção interna de 12 milhões até 2027 (InfoMoney, citando Embratur, janeiro de 2026).

Para agências desenvolvendo programas no Brasil, o número manchete é menos útil do que o que está por trás dele: de onde o crescimento está realmente vindo, e por quê.

Os números

A entrada de divisas proporcionada pelo turismo internacional alcançou US$ 4,8 bilhões, aproximadamente R$ 24,3 bilhões, somente nos primeiros cinco meses de 2026, um recorde para o período (CNN Brasil, citando Embratur, julho de 2026). Viajantes aéreos representaram 67% do total de chegadas no primeiro semestre do ano, mais de 3,5 milhões de pessoas, indicando crescimento contínuo na capacidade de voos internacionais para os principais portões de entrada brasileiros (CNN Brasil, citando Embratur/Ministério do Turismo, julho de 2026).

A Argentina permanece, de longe, o maior mercado emissor, com quase 2 milhões de visitantes (1.979.365) no primeiro semestre de 2026, um lembrete de que o turismo receptivo do Brasil ainda se baseia na proximidade regional, terrestre e aérea, tanto quanto na demanda de longa distância (CNN Brasil, citando Embratur, julho de 2026). Chile (471.590), Estados Unidos (395.929), Uruguai (322.951) e Paraguai (303.880) completam os cinco primeiros (mesma fonte, julho de 2026). A Embratur também destacou chegadas mensais recordes ou próximas de recordes de mercados mais distantes, entre eles China, Colômbia, Canadá e Austrália (presidente da Embratur Bruno Reis, citado na CNN Brasil, julho de 2026), um sinal de que a diversificação de mercados emissores, uma das prioridades declaradas da agência, está começando a aparecer nos dados, e não apenas nas apresentações estratégicas.

O que está impulsionando

Autoridades apontam dois fatores concretos por trás da aceleração: maior capacidade de voos internacionais para o Brasil e diversificação ativa dos mercados para os quais a Embratur promove o país, em vez de depender da Argentina e de um punhado de parceiros tradicionais (Bruno Reis, presidente da Embratur, citado na CNN Brasil, julho de 2026). Ambos são estruturais, e não pontuais: adições de capacidade e campanhas de marketing em novos mercados levam tempo para serem planejadas e tendem a se acumular, em vez de se reverterem rapidamente.

Vale também notar que o crescimento está ocorrendo em um cenário de regras de entrada mais rígidas, e não mais flexíveis, para alguns visitantes: o Brasil restabeleceu requisitos de visto para turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália em abril de 2025, após um período de entrada sem visto, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty, 2025). As chegadas dos três mercados continuaram crescendo mesmo assim, evidência de que disponibilidade de voos, alcance de marketing e valor cambial estão fazendo mais trabalho do que a política de vistos na formação da demanda atual.

O que isso significa para seus programas

Três pontos que vale a pena considerar nas conversas com clientes e no planejamento de roteiros este ano:

A base regional ainda é o motor de volume. Somente a Argentina representa cerca de dois em cada cinco chegadas nos dados do primeiro semestre de 2026 acima (CNN Brasil, citando Embratur, julho de 2026), um lembrete útil de que a demanda impulsionada pelo peso, de distância mais curta, dos países vizinhos permanece a espinha dorsal do turismo receptivo brasileiro, mesmo com o crescimento dos mercados de longa distância.

A diversificação de longa distância é real, mas ainda pequena em termos absolutos. Números mensais recordes da China, Canadá e Austrália (Embratur, julho de 2026) são um sinal significativo para o planejamento futuro e merecem atenção de agências construindo relacionamentos de vários anos, mas estão crescendo a partir de uma base muito menor do que os cinco principais mercados.

Capacidade, e não demanda, pode se tornar a restrição. Com chegadas aéreas já em alta de 13,3% (CNN Brasil/Embratur, julho de 2026) e uma meta nacional de 10 milhões ou mais de visitantes para o ano (InfoMoney/Embratur, janeiro de 2026), aeroportos de entrada, transporte terrestre e disponibilidade de guias em regiões de alta demanda são as áreas com maior probabilidade de sentir pressão primeiro. Prazos de reserva e serviços terrestres confirmados importam mais em um ano de crescimento do que em um ano estável.

Fontes: Ministério do Turismo do Brasil e Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), comunicados oficiais, janeiro-julho de 2026; CNN Brasil, reportagem sobre dados de chegadas da Embratur/Ministério do Turismo/Polícia Federal, julho de 2026; InfoMoney, reportagem sobre números de fechamento de 2025 e projeções para 2026/2027 da Embratur, janeiro de 2026; Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty), 2025, sobre política de vistos.

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